O diagnóstico de TEA.
Dia 21 de Março de 2026, um dia de avaliação presencial na Faculdade e meu coração ansioso para a devolutiva que já imaginava como seria. Minha menina foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista nível 1 de suporte e coração de mãe ficou acelerado, pois passava um turbilhão de sentimentos. Aquela nostaugia, uma mistura de alegria por compreender tudo até aqui, os comportamentos, os choros incontroláveis, o desânimo, cansaço, questões sensoriais e emocionais que impactam até hoje na qualidade de vida de minha filha. Por outro lado, a sensação de solidão, parecendo que estou sozinha nesse mundo tão grande e tão cheio de crueldade. Cheguei falar sobre a covardia dos motoqueiros quando passam por minha filha, e aí que fazem aquele barulho, empinam a moto, aceleram e buziam. Minha filha leva suas mãos nos ouvidos, fica sem equilíbrio, que é necessário segurar ela e parar até que esse momento passe.
Sim, antes desse diagnóstico, já havia comprado o abafador para ela, porém nem todo barulho diminui a tensão dela, a minha, e parece muito difícil as pessoas entender que existem coisas desnecessárias a se fazer.
Já com laudo em mãos e um encaminhamento à vários profissionais que em minha cidade é quase missão impossível encontar, com uma orientação e pedido de mediadora para minha filha, mas que infelizmente também não há na escola em que ela estuda. E isso não é o maior dos problemas. Mas o fato da escola agir como se ninguém precisa de um suporte na escola, A orientação era que esse pedido fosse assinado pela representante da instituição, porém a fala de que não é que não queria assinar, mas que a minha filha tinha muita autonomia e se assim tivesse uma mediadora todos os dias, ela iria, regredir e não progredir, Que ia contra as regras e métodos da instituição.
Porém, não é só esse o problema, é maior do que imaginamos. A escola que é particular, não solicita mesmo mediadora, pois ela não vai e não quer arcar, mas sim joga como bola de futebol, para o lado dos responsáveis que eles arrumem e eles paguem a própria mediadora.
Leis só existem no papel, pois conheço outras escolas que não fornecem mediadora, sendo essas particulares, e para dizer que oferecem, a responsabilidade fica a cargo dos pais, assim como o pagamento.
Já ouvi muito de muita gente que, para de fato a lei se cumpra, a briga é feia e nós que temos que brigar, e contar com um advogado para ela se cumprir.
Aquela sensação de que mesmo que eu lute, não teria coragem de deixar minha filha nessa escola, pois eu não iria ficar tranquila em hipótese alguma. Mas aí tirar ela de uma escola, depois de ter saído da outra por ter passado bullying e ter sido vista como a única errada, seria mais um motivo para regredir em seus comportamentos, em suas emoções...
Não é justo ela passar por isso, não acho justo ela ter que recomeçar...
Uma adaptação é muito dolorosa para qualquer pessoa, imagina para quem é atípico.
O que resolvi obrigada, é que ela estando estável, ela não sendo maltratada, ela sendo acompanhada e apoiada quando for preciso, eu continuarei de olho, por perto, E assim, ela continua nessa escola, mesmo eu não concordando com algumas coisas.
Mas jamais vou permitir que ela seja zombada, seja diminuída, maltratada.
Eu amo demais minha menina dos meus sonhos, Eu farei de tudo para que ela se sinta confortável, aceita em qualquer ambiente, amada e principalmnte feliz.
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