Vírus
É tão difícil de acreditar que tudo isso vai passar no decorrer dos dias, quando se vê é milhares de pessoas morrendo, é saber que uma filha tem entendimento de algumas coisas. Não tem um dia que ela não fala sobre o vírus, e sobra até para as madrugadas quando acorda para mamá, e essa madrugada não foi diferente. Ela falou após mamá: mãe o vírus é um bichinho pequeno e invisível.
E isso quando ela não pergunta se o vírus não acabou, não comenta dos amiguinhos da escola, ou da tia Raiane, onde esse ano, é seu primeiro ano escolar e vai ficar para a história, na cabecinha dela essa lembrança do vírus.
Por mais que a gente não fale nada a respeito, a não ser quando tudo tinha que parar, quando ela não podia ir para a escola, aliás ninguém, nós pais explicamos o motivo. Mas em tudo se fala de vírus, até nos desenhos que as crianças assistem. Não colocando medo, pelo contrário, orientando, pedindo para ficarmos em casa. Nos comerciais...E por isso não tem um dia que ela não fala, não questiona, não cria história sobre o vírus. Um dia desses ela viu um bicho que parecia uma formiga e disse: olha mãe o vírus! Uma criança de 3 anos esquece rápido, apesar de entender algumas coisas. Então eu como mãe vou lá e falo, não filha, a mamãe não falou que o vírus a gente não consegue ver assim? Ele é tão pequeno que não da para ver.
Outro dia ela perguntou se o vírus não tinha acabado pois ela tava vendo pela janela um monte de gente caminhando na rua e sem máscara.
Poxa, como fico diante disso? Eu como mãe tive que explicar para ela que algumas pessoas não acreditam que existe o vírus ou acham que não podem pegar, não ligam para as orientações das autoridades, entre outras coisas.
Outro dia ela desenhou um monte de círculo num papel e disse: olha mãe, desenhei um monte de vírus. No outro dia, quis que eu brincasse com ela e disse: olha vamos fazer de conta que meus brinquedos são os vírus.
Fico pensando: como vai ser o amanhã dela e de muitas crianças que como ela, fica com o vírus na cabeça o tempo todo, todo dia? E as vezes diz que vê o vírus ou fala que uma simples formiga é o vírus.
Só nos resta e me resta como mãe, acreditar que o futuro dessas crianças sejam brilhantes, sejam de coisas boas, e que essas crianças não percam a infância e que cada dia seja melhor, que tenhamos dias melhores, com segurança e saúde, com alegrias!
E isso quando ela não pergunta se o vírus não acabou, não comenta dos amiguinhos da escola, ou da tia Raiane, onde esse ano, é seu primeiro ano escolar e vai ficar para a história, na cabecinha dela essa lembrança do vírus.
Por mais que a gente não fale nada a respeito, a não ser quando tudo tinha que parar, quando ela não podia ir para a escola, aliás ninguém, nós pais explicamos o motivo. Mas em tudo se fala de vírus, até nos desenhos que as crianças assistem. Não colocando medo, pelo contrário, orientando, pedindo para ficarmos em casa. Nos comerciais...E por isso não tem um dia que ela não fala, não questiona, não cria história sobre o vírus. Um dia desses ela viu um bicho que parecia uma formiga e disse: olha mãe o vírus! Uma criança de 3 anos esquece rápido, apesar de entender algumas coisas. Então eu como mãe vou lá e falo, não filha, a mamãe não falou que o vírus a gente não consegue ver assim? Ele é tão pequeno que não da para ver.
Outro dia ela perguntou se o vírus não tinha acabado pois ela tava vendo pela janela um monte de gente caminhando na rua e sem máscara.
Poxa, como fico diante disso? Eu como mãe tive que explicar para ela que algumas pessoas não acreditam que existe o vírus ou acham que não podem pegar, não ligam para as orientações das autoridades, entre outras coisas.
Outro dia ela desenhou um monte de círculo num papel e disse: olha mãe, desenhei um monte de vírus. No outro dia, quis que eu brincasse com ela e disse: olha vamos fazer de conta que meus brinquedos são os vírus.
Fico pensando: como vai ser o amanhã dela e de muitas crianças que como ela, fica com o vírus na cabeça o tempo todo, todo dia? E as vezes diz que vê o vírus ou fala que uma simples formiga é o vírus.
Só nos resta e me resta como mãe, acreditar que o futuro dessas crianças sejam brilhantes, sejam de coisas boas, e que essas crianças não percam a infância e que cada dia seja melhor, que tenhamos dias melhores, com segurança e saúde, com alegrias!
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