A criança só observa e prepara mais um teatro para o próximo show!

Hoje não foi muito diferente dos dias anteriores, mesmo eu achando que tudo corria bem, como sempre na presença do pai, a princesa sempre quer aprontar um pouquinho a mais.
Tem me tirado do sério, tem me deixado bem triste e chateada, com ela que apronta, com o pai que tem atitudes de tirar minha autoridade. As vezes sem querer, e as vezes querendo mesmo.
O motivo sempre é um bobinho que para nós adulto se resolveria rápido, mas para a criança, é muito sério e as tentativas de ganhar cada vez mais aos gritos, com as birras, com agressões físicas.
Pela primeira vez hoje me senti uma idiota, a sensação de que não sei ser mãe, a frustração de não ter conseguido da melhor forma possível solucionar o problema...
De repente uma lâmpada atrás da outra começa a queimar, e os quarto ficam no andar de cima. A lâmpada do corredor entre o banheiro e os quartos foi a bola da vez, fazendo com que deixemos as lâmpadas do quarto e do banheiro acesas, para que possamos visualizar a escada que é o acesso ao andar de baixo. Mas aí vem a criança e diz que tem que apagar a luz do quarto dela. Eu na calma expliquei que ao apagar, a escada ficará no escuro e corre o risco da gente cair nela.
Mas ela insistiu e já gritando no primeiro não que ouviu, e assim o pai dela desce assim mesmo com ela e tentou também explicar mais sem sucesso.
Ela já na crise dos seus dois aninhos, aproximando-se aos três anos, e gritou, gritou....e esperneou. Como foi contrariada, tentou subir sozinha a escada por três vezes e gritando muito, chegando ao quinto degrau. Eu descia ela e ela subia. Os gritos já estavam incomodando demais, aquela situação se complicou, ela se jogava no chão e me batia, e não me ouvia que o que ela fazia era errado. Ela me bateu e eu já não aguentava mais os gritos.
Fui falar mais alto com ela quando subiu de novo na escada e o pai diz: deixa ela! Como? Uma criança de dois anos e gritando a ponto de cair da escada e termos um problema em nossas vidas?
Não permito, e quantas vezes fosse necessário eu ia e tirava ela dali do perigo que era a escada.
Ela veio em minha direção muito agressiva e bateu em minha cabeça já que estava a sua altura pois eu decidi cercar a escada sentando ali.
As tentativas de fazer ela ficar sentada no sofá e se acalmar não deram certo, ela se jogava no chão, muito nervosa. Ela veio e gritou bem próximo ao meu rosto, e me mordeu para variar com sua fúria. Eu dei um grito como sinal de chega, mas, me sentia uma louca, mas eu já não tive paciência. O meu esposo aparece e advinha? Pega a nossa filha da minha direção como se eu fosse fazer um mal a ela, eu só queria que ela parasse e só isso! Ele gritou comigo para eu sair de perto dela, eu não concordei, ele pegou ela alegando que eu estava só piorando a situação e tentou acalmar ela mas sem sucesso também claro. Pronto, tudo que ela queria, chamar mais uma vez a atenção do pai dela, me testar perto dele pois sabe que ele não gosta que eu como mãe chame a atenção dela, de forma alguma. E não é porque as vezes eu grito também com ela, ele odeia me ver chamando a atenção dela perto dele. Ele não concorda nunca com isso e acha que o silêncio educa uma criança no estado em que ela está, do jeito que fica transtornada quando é contrariada.
Estou profundamente triste com o dia de hoje. Ela se acalmou comigo no final de tudo isso, pois peguei o celular e chamei ela para ver umas fotos. Eu peguntava quem era em cada foto, e no momento ainda bem agitada, sumia da mente dela os nomes das pessoas, ela demonstrava que não sabia quem era. E depois aos poucos foi se acalmando quando via as fotos dos primos, e todas as fotos as pessoas riam e inclusive ela. Eu perguntava em cada foto o que ela achava que as pessoas estavam, se era feliz ou triste. Ela respondia feliz, pois estavam rindo e soltava um sorriso também ao ver a fotos. Eu só dizia em cada foto que mostrava: então porque você estava chorando e gritando? A resposta era porque estava triste. |Eu falei: triste porque você escolheu ficar triste, se você escutasse o papai e a mamãe, e nos obedecesse, nada disso tinha acontecido. Nas fotos mamãe e papai tá feliz com você, mas aqui e agora não estamos, pois você fez pirraça desnecessária. Logo em seguida avisei que ia arrumar a janta dela, e depois quis ficar quieta na minha, e ela ficou brincando como se nada aconteceu.
Eu sei que  nem todas as crianças agem assim, mas sei também que há quem age, Mas queria deixar registrado aqui mais um dia  em que uma atitude atrapalha tudo diante da criança. A pior coisa que tem é quando um quer ensinar e o outro vem como se você está fazendo tudo errado e perto da criança ainda por cima. Eu carrego comigo o seguinte: Ninguém erra sozinho. Se está todo mundo junto e todos entram na confusão, todos estão errados! A criança só observa e prepara mais um teatro para o próximo show.

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