Ontem não foi um dia legal!

Me sentindo tão estranha e triste. Ontem aliás, não foi um dia legal.
Mamãe trocou de pediatra alguns meses e ontem foi uma das consultas com o Doutor que a Isabela gosta. Não acho nem que foi pelo fato do doutor, mas o espaço é bem conquistador para crianças, brinquedos por todos os lados, que quando a criança vê, já passou pela consulta e nem deu tempo de brincar direito no consultório. Mas enfim, tem sido consultas tranquilas, sem minha menina ficar assustada com a presença do médico...
Mas desde a primeira consulta o pediatra disse que era para darmos a vacina da gripe na nossa filha. E a segunda vez que passamos por ele, ele alertou mais uma vez que podemos dar a vacina sem medo nela, mas argumentei que ela teve resfriada e com quadro febril.
Mas eu estava decidida a dar a vacina, quando meu esposo veio com a história que a vacina da gripe é um caso complicado, pois a vacina desse ano é referente ao ano anterior e o vírus sempre está em mutação....que a vacina não tem eficiência....
Eu comentei com meu esposo que então precisaríamos conversar e ver o que falar com o pediatra, Ele?  Nada de conversar comigo e foi passando os dias. Eu ia dar vacina no dia seguinte em nossa filha, mas ele com essa conversa me fez desistir e esperar para conversarmos.
Um dia antes da consulta, eu perguntei se não íamos falar do assunto, e meu esposo disse que estava pensando o que falar no dia com o pediatra. Ontem foi o dia da consulta de nossa filha, e ele não falou nada. O pediatra perguntou se não tinha levado ela para vacinar, e respondi que não, ele simplesmente falou grosso: Vocês tem que vacinar ela! Vão sair daqui agora direto para vacinar ela, não importa se está resfriada ou não, tem que vacinar ela!
Faltou bater na mesa e gritar com a gente de verdade.
Eu não olhei para a cara dele, pois eu fiquei surpresa com a forma que falou com a gente e muito chateada, não sabia se discutia com o pediatra ou com meu esposo. Me senti tão mal, tão nada, como se eu fosse irresponsável e não quisesse dar a vacina em nossa filha.
Eu vim embora e me calei completamente diante do meu esposo, eu não queria nem olhar para ele.  Depois de um certo tempo passado a consulta, ontem mesmo meu esposo ficou com um fogo querendo dar a vacina na nossa filha como se eu não quisesse. Sabe, me senti sozinha quando ele colocou fogo na lenha e não caminhou junto, ao meu lado, eu falei que ontem eu não daria a vacina, aliás eu estava muito cansada, eu estava esgotada e chateada e não queria dar no meio de um dia, eu queria dar pela manhã e com calma.
Hoje, meu esposo me pergunta se não vamos sair e eu disse, onde? Ele respondeu: dar a vacina na Isabela. Eu falei que hoje não sairia com ela para dar vacina nela, ia quando eu tivesse bem. Ele saiu emburrado como se não fez nada. Eu conversei com minha filha e levei sozinha para vacinar. Fiz isso pois me senti sozinha quando eu precisei dele ao meu lado, todas as consultas ele fica parado e não abre uma boca para falar nada. Eu decido tudo sozinha mesmo, então eu resolvi ir sozinha com ela e depois que meu esposo voltou da rua, eu comuniquei que levei ela para vacinar.
Ele perguntou o porquê. Eu disse porque sim. Deixei ele mesmo sem graça, pois se pensou que eu cairia na história dele, se deu mal. Eu senti a mesma coisa que senti na época do meu filho, quando ele se metia e depois eu ficava como a mãe ruim e irresponsável, como se não quisesse o bem dele.
Hoje ela tomou a primeira dose da vacina, e mês que vem darei a segunda dose e farei isso sozinha de novo, pois eu não vou mais ouvir ninguém. Nunca tive medo de dar vacina meu filho mesmo ele com toda limitação que tinha, não tem motivo para eu não dar vacina em minha filha.

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