Quando você nasceu!

Eu tive medo de te ter, eu chorei noites e madrugadas, mas posso dizer que venci o medo quando te vi pela primeira vez. Quando ouvi o seu choro, e que choro,rsrs. Quando pude te sentir pela primeira vez, quando o seu cheirinho me fez sentir tão feliz. E poder te abraçar todos os dias, pois tudo que eu queria era ter você perto de mim, tudo que sonhei foi verdadeiro, e lembro, quando te amamentei pela primeira vez. Como foi mágico!, Foi inesquecível, uma mistura de dor e de vontade de me envolver nesse amor tão lindo. Me sentia cobrada demais, tanto por mim mesmo quanto por pessoas ao redor de mim.
Muitos não entendem o tamanho da dor física quanto a dor de não ter passado por esse momento mágico pela primeira vez, de não poder amamentar, e de ser pressionada a fazer coisas que para mim e muitas mães são difíceis sim. Mãe de primeira viagem aprende ali na marra, não tem bula, não sabemos o que fazer mesmo, e temos que aprender na hora.
Eu lembro dos primeiros momentos na sala de cirurgia, e não foi nada agradável ter que ser assistida por um profissional que eu na verdade não queria, eu queria chorar, mas ao mesmo tempo mostrar que era forte pelo fato de ouvir um vira a cara para lá, pois não quero ser vomitada. Eu a partir dali não lembro de mais nada. Eu apaguei umas três vezes que eu lembro. Nesse momento me sentia inútil, incapaz de me defender e não tinha ninguém que eu pudesse gritar e me socorrer, e meu esposo ainda não tinha entrado na sala de cirurgia para acompanhar o parto. Não sei o motivo, mas praticamente só entrou quando minha filha já estava nascendo. Ele acabou de sentar e despertei com suas mãos em minha cabeça, me apoiando e aí ouvimos um nasceu seguido de choro da nossa filha.
Me senti tratada como um robô em e fase de experiência, me senti numa idiota, e contando as horas para sair daquele lugar que sinceramente, para mim, só tem nome, pois a estrutura dentro do quarto que fui acolhida (a cama, o ar condicionado principalmente), não era boa. E isso sem contar com a falta de profissionalismo de uma enfermeira que em nenhum momento abriu um sorriso pelo menos pelo fato dela ter um trabalho naquela maternidade, nenhum sorriso de demonstração de atenção e carinho comigo e nem com minha filha. Era grossa mesmo!. Nunca me senti tratada como um lixo, qualquer pessoa e tanto faz. Chega doer no peito quando lembro desses momentos lá dentro. Podia ser melhor.
Quando você nasceu, eu chorei de tanta alegria pois tinha a certeza que você veio esbanjando saúde, e nos devolveu a vida, o prazer de viver e poder compartilhar cada momento juntos em família. Quando você nasceu, nos fez acreditar que tudo pode ser diferente, que a alegria existe e devemos curtir cada fase, cada momento feliz... Nossa menina, nossa Filha amada, Belinha(Isabela)!


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